Passou como um furacão.
E querendo ou não, bagunçou minha vida e mente de um jeito que ainda tô tentando arrumar.
O fato é que parece que eu preciso escrever sobre isso pra me livrar. Sempre foi assim, diário, blog, ou simplesmente uma conversa com alguém. Não importa, tem que botar pra fora.
Começou com um beijo roubado e totalmente inesperado, e terminou... bem, nem sei em qual momento terminou. Demorei a perceber, ou melhor, a querer enxergar.
O fato é que há a demora para romper barreiras e conseguir, finalmente, se entregar. E quando isso ocorre, tudo desmorona.
Hoje eu tenho que me vigiar pra não pensar muito, não lembrar muito. Porém, às vezes é inevitável. Essa semana mesmo, vi uma coisa no supermercado que me lembrou tanto dele, que até tirei uma foto e ia mandar por whatsapp. Por um momento me esqueci que não era pra mandar mais, que não existia mais nada, talvez nunca tivesse existido. Triste foi saber que deveria apagar a foto, não tinha mais pra quem mandar. Mas quem disse que eu apaguei? Tenho essa dificuldade de me libertar de algumas coisas.
Na verdade, eu gosto das lembranças. Hoje posso me sentir mal ou triste pelo que aconteceu, mas um dia vou olhar com carinho pra esse passado. Porque sempre foi assim. Eu tento sempre esquecer as coisas ruins, como acabou, porque acabou. É mais fácil e mais agradável me lembrar do que me fez sentir, do que aprendi, do quanto foi bom pra mim e o quanto me mudou.
Tô há uns dois fins de semana sem sair de casa, precisava desse tempo, pensar na vida, ficar triste sozinha. Mas no próximo eu vou tirar o pijama e voltar a viver a minha vida pra mim, como sempre fiz. Na esperança de um dia encontrar alguém pra dividi-la.

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