A última vez que escrevi aqui foi há 1 ano e meio e é incrível como aquele último texto poderia se encaixar facilmente em meus dias atuais.
O mundo gira, pessoas vêm e vão, mas alguns sentimentos não mudam.
Posso estar trabalhando excessivamente, cansada a maior parte do tempo, mas se tem uma pessoa que me tiraria da minha cama quentinha nesse frio a qualquer hora, essa pessoa é você.

Só falta a reciprocidade.

Então eu me vi ali, novamente deitada em seu peito. Um sono leve, mas restaurador, sono em que eu só pedia pro Sol demorar pra chegar, praquele momento durar mais. Porém ao abrir os olhos, deparei-me com o habitual feixe de luz vindo de uma fresta na janela.  Então eu olho pra você, e como todas as vezes você acorda e me pergunta: que foi? E eu simplesmente respondo: Nada. E você volta a dormir, e eu fico lá contemplando a luz que vem de fora, que me lembra que existe um mundo, uma vida que me espera, que o tempo infelizmente não parou e que aquele momento está chegando ao fim. 
Engraçado como alguns momentos permanecem em nossas mentes. De tudo que vivemos juntos no passado e até no presente, o que fica mais forte na minha memória é este exato momento em que eu acordo e estou nos seus braços, vendo o sol chegar, sem ouvir minhas preces. É o sentimento que fica dentro de mim nessa hora, a tristeza de ter que ir embora, a vontade de ficar, a saudade que me dá toda vez que eu te vejo, te beijo, te desejo, o prazer da sua companhia, o sentimento mais maravilhoso de estar deitada em seu peito em silêncio. Mas aí vem a falta de noção, o não saber como agir diante de você que já não é mais meu, ou talvez nunca tenha sido. É como se esses nossos encontros fossem um escape da realidade, nós voltando a pertencer um ao outro. E embora eu não queira um motivo pra ter raiva do sol por ele chegar na hora errada, eu ainda acho que vale a pena.


uma dose de paz a cada minuto de luz eu vi, assim até minha memória fica ruim, nem me lembro do porque do fim... ♪
Engraçado demais o que o meu cupido faz. Só merda. Incrível.
A minha vida amorosa é e sempre foi uma piada. Uma sucessão de histórias complicadas e quase sem fim. Isso porque eu me apego e tenho sérios problemas em deixar as pessoas irem embora.
Eu não entendo certas coisas. Como por exemplo, ter uma pessoa que combina horrores com você, com a qual você se dá muito bem... mas não conseguem ficar juntos de verdade. Namorando não dá certo.
A sensação que eu tenho é que às vezes a gente tem um lapso e quer voltar no tempo, ficamos juntos, e naquelas horas entre quatro paredes, ele é tudo que eu sonhei, ele é aquilo que eu sinto falta, o meu namorado. Mas no momento em que cruzamos a porta, ele volta a ser essa pessoa que ele se tornou, essa pessoa que não cabe mais em mim, não é mais o "meu tipo" como eu sempre dizia.
E por mais que eu pareça estar bem em relação a isso, cada vez que eu falo com ele ou o vejo, meu coração quase sai pela boca e um sentimento que não vai embora, aflora: a saudade, e a pena de não ter dado certo e de saber que não vai dar mais. A obrigação de ser somente sua amiga. Vivo dizendo que se não é pra ter por inteiro, que não tenha nada. Mas eu não consigo deixar você ir.

é aquela velha história, eu sou a garota certa pra ele, mas ele não sabe.

assim a gente vai vivendo.
E que nada nesse mundo cale a nossa voz!

Engraçado vir aqui escrever um post totalmente oposto ao anterior, sobre a mesma pessoa.
É incrível o quanto a vida é cheia de surpresas e como o mundo dá voltas.
Sempre odiei isso, você tá lá, tentando esquecer que a pessoa existe, se segurando pra não fuçar todas as redes sociais do dito cujo, e ele reaparece DO NADA, quando você já tá quase 100% indiferente.
Foi o que aconteceu.
E apesar do choque inicial, e do medo, eu tô feliz. É isso que importa.

E Deus nos ajude. rs

 eu vou falar que não tem nada a ver." ♪


Passou como um furacão.
E querendo ou não, bagunçou minha vida e mente de um jeito que ainda tô tentando arrumar.
O fato é que parece que eu preciso escrever sobre isso pra me livrar. Sempre foi assim, diário, blog, ou simplesmente uma conversa com alguém. Não importa, tem que botar pra fora.
Começou com um beijo roubado e totalmente inesperado, e terminou... bem, nem sei em qual momento terminou. Demorei a perceber, ou melhor, a querer enxergar.
O fato é que há a demora para romper barreiras e conseguir, finalmente, se entregar. E quando isso ocorre, tudo desmorona.

Hoje eu tenho que me vigiar pra não pensar muito, não lembrar muito. Porém, às vezes é inevitável. Essa semana mesmo, vi uma coisa no supermercado que me lembrou tanto dele, que até tirei uma foto e ia mandar por whatsapp. Por um momento me esqueci que não era pra mandar mais, que não existia mais nada, talvez nunca tivesse existido. Triste foi saber que deveria apagar a foto, não tinha mais pra quem mandar. Mas quem disse que eu apaguei? Tenho essa dificuldade de me libertar de algumas coisas.
Na verdade, eu gosto das lembranças. Hoje posso me sentir mal ou triste pelo que aconteceu, mas um dia vou olhar com carinho pra esse passado. Porque sempre foi assim. Eu tento sempre esquecer as coisas ruins, como acabou, porque acabou. É mais fácil e mais agradável me lembrar do que me fez sentir, do que aprendi, do quanto foi bom pra mim e o quanto me mudou. 

Tô há uns dois fins de semana sem sair de casa, precisava desse tempo, pensar na vida, ficar triste sozinha. Mas no próximo eu vou tirar o pijama e voltar a viver a minha vida pra mim, como sempre fiz. Na esperança de um dia encontrar alguém pra dividi-la.




Tentando entender em qual momento da vida minha mente e meu coração se fecharam para as canetas, teclados e palavras. Em que momento da minha vida me deixei bloquear de tal forma que não consigo falar o que está dentro de mim?
Tenho uma certa necessidade de colocar a culpa em alguém, pra depois perceber que talvez ela seja minha mesmo. O fato é que tanta coisa mudou na minha vida desde a época em que eu escrevia bastante. É até engraçado ler algumas coisas que escrevia, ver como mudei e como ainda vou mudar.
A gente deixa de gostar de certas coisas e pessoas, de aceitar certas atitudes, mudam-se as vontades, os sentimentos, as prioridades, mas não a essência. Creio que essas mudanças são positivas na minha vida, mas espero que alguém um dia as entenda e aceite de verdade. Eu tô tentando.



Ouvindo Lady Antebellum - Just a Kiss, com esse clipe mais fofo do mundo... e me sentindo uma garotinha idiota, que caiu na sua própria armadilha novamente. O pior de me sentir assim é lembrar que eu já me senti tantas vezes, e com a mesma pessoa. Uma vez me disseram que só faziam com a gente o que permitíamos. Admito, eu devo ter deixado isso acontecer... mas era isso ou viver pra sempre imaginando, com aquela maldita pergunta na cabeça "E se...?".
Bom, agora não tem mais Se. Estamos esgotando todas as possibilidades... talvez essa seja a última vez mesmo. Eu realmente espero. Não dá mais pra viver de um passado que não se concretizou. Não dá pra viver tentando juntas as pontas de laços que vão continuar separadas.
É triste, porém verdade.

Amor igual ao meu, você nunca mais terá.

:/