Engraçado demais o que o meu cupido faz. Só merda. Incrível.
A minha vida amorosa é e sempre foi uma piada. Uma sucessão de histórias complicadas e quase sem fim. Isso porque eu me apego e tenho sérios problemas em deixar as pessoas irem embora.
Eu não entendo certas coisas. Como por exemplo, ter uma pessoa que combina horrores com você, com a qual você se dá muito bem... mas não conseguem ficar juntos de verdade. Namorando não dá certo.
A sensação que eu tenho é que às vezes a gente tem um lapso e quer voltar no tempo, ficamos juntos, e naquelas horas entre quatro paredes, ele é tudo que eu sonhei, ele é aquilo que eu sinto falta, o meu namorado. Mas no momento em que cruzamos a porta, ele volta a ser essa pessoa que ele se tornou, essa pessoa que não cabe mais em mim, não é mais o "meu tipo" como eu sempre dizia.
E por mais que eu pareça estar bem em relação a isso, cada vez que eu falo com ele ou o vejo, meu coração quase sai pela boca e um sentimento que não vai embora, aflora: a saudade, e a pena de não ter dado certo e de saber que não vai dar mais. A obrigação de ser somente sua amiga. Vivo dizendo que se não é pra ter por inteiro, que não tenha nada. Mas eu não consigo deixar você ir.

é aquela velha história, eu sou a garota certa pra ele, mas ele não sabe.

assim a gente vai vivendo.
E que nada nesse mundo cale a nossa voz!

Engraçado vir aqui escrever um post totalmente oposto ao anterior, sobre a mesma pessoa.
É incrível o quanto a vida é cheia de surpresas e como o mundo dá voltas.
Sempre odiei isso, você tá lá, tentando esquecer que a pessoa existe, se segurando pra não fuçar todas as redes sociais do dito cujo, e ele reaparece DO NADA, quando você já tá quase 100% indiferente.
Foi o que aconteceu.
E apesar do choque inicial, e do medo, eu tô feliz. É isso que importa.

E Deus nos ajude. rs

 eu vou falar que não tem nada a ver." ♪


Passou como um furacão.
E querendo ou não, bagunçou minha vida e mente de um jeito que ainda tô tentando arrumar.
O fato é que parece que eu preciso escrever sobre isso pra me livrar. Sempre foi assim, diário, blog, ou simplesmente uma conversa com alguém. Não importa, tem que botar pra fora.
Começou com um beijo roubado e totalmente inesperado, e terminou... bem, nem sei em qual momento terminou. Demorei a perceber, ou melhor, a querer enxergar.
O fato é que há a demora para romper barreiras e conseguir, finalmente, se entregar. E quando isso ocorre, tudo desmorona.

Hoje eu tenho que me vigiar pra não pensar muito, não lembrar muito. Porém, às vezes é inevitável. Essa semana mesmo, vi uma coisa no supermercado que me lembrou tanto dele, que até tirei uma foto e ia mandar por whatsapp. Por um momento me esqueci que não era pra mandar mais, que não existia mais nada, talvez nunca tivesse existido. Triste foi saber que deveria apagar a foto, não tinha mais pra quem mandar. Mas quem disse que eu apaguei? Tenho essa dificuldade de me libertar de algumas coisas.
Na verdade, eu gosto das lembranças. Hoje posso me sentir mal ou triste pelo que aconteceu, mas um dia vou olhar com carinho pra esse passado. Porque sempre foi assim. Eu tento sempre esquecer as coisas ruins, como acabou, porque acabou. É mais fácil e mais agradável me lembrar do que me fez sentir, do que aprendi, do quanto foi bom pra mim e o quanto me mudou. 

Tô há uns dois fins de semana sem sair de casa, precisava desse tempo, pensar na vida, ficar triste sozinha. Mas no próximo eu vou tirar o pijama e voltar a viver a minha vida pra mim, como sempre fiz. Na esperança de um dia encontrar alguém pra dividi-la.




Tentando entender em qual momento da vida minha mente e meu coração se fecharam para as canetas, teclados e palavras. Em que momento da minha vida me deixei bloquear de tal forma que não consigo falar o que está dentro de mim?
Tenho uma certa necessidade de colocar a culpa em alguém, pra depois perceber que talvez ela seja minha mesmo. O fato é que tanta coisa mudou na minha vida desde a época em que eu escrevia bastante. É até engraçado ler algumas coisas que escrevia, ver como mudei e como ainda vou mudar.
A gente deixa de gostar de certas coisas e pessoas, de aceitar certas atitudes, mudam-se as vontades, os sentimentos, as prioridades, mas não a essência. Creio que essas mudanças são positivas na minha vida, mas espero que alguém um dia as entenda e aceite de verdade. Eu tô tentando.